“São imagens SOMBRIAS, as quais remetem ao acordar de um PESADELO”

Assim foi definido o estilo das fotografias que você verá aqui.

Para compor de maneira ínfima comparada a descrição da professora Drª Elaine Tedesco, eu diria que são imagens que retratam o obscuro lado de cada um de nós, nossos medos sob ilustrações abstratas, a exteriorização da angústia. Profundo, obscuro e sarcástico.

Samy Sfoggia, 30, é a responsável pela criação de tais peças. Fotógrafa, formada em História e especializada em Arte, Corpo e Educação. Para saber mais sobre esta artista deixo aqui a análise de uma profissional no assunto:

Samy Sfoggia é uma jovem artista que tem desenvolvido um instigante trabalho em fotografia. Seu processo de criação emprega fotografias de seu arquivo pessoal, bem como a apropriação de imagens disponíveis na internet. Parte das características da fotografia de base química em preto e branco, joga com as proximidades e com as distâncias específicas dessa forma de fotografar e de revelar imagens, e vai além: explora as múltiplas possibilidades de manipulação oferecidas pelo sistema digital em um processo híbrido associado ao fazer manual, desenhando sobre as imagens virtuais e, também, depois de impressas.
As séries apresentadas na exposição REM (Rapid Eye Movement) trazem indicativos de uma narrativa noturna, com clima de suspense. São imagens sombrias, as quais remetem ao acordar logo após um pesadelo. Segundo Samy, “uma tentativa de construir espécies de ‘frames’ de um inconsciente deliberadamente incoerente e ilógico.” Além da série de mesmo título, são apresentadas também imagens de #3945#; de The happy wedding of Mr Nobody & Ms Obvious e de My life with Dylan.
Sua proposta, em uma associação histórica, faz lembrar Man Ray, que igualmente acionava o uso do laboratório como um lugar de agenciamentos automáticos, com tempo para os acasos. Na atualidade, essa forma de fazer está articulada com as reflexões sobre a fotografia contemporânea, cito como referência o pensamento de Françoise Soulages quando define a fotografia a partir de sua fotograficidade, ou seja, das relações entre o irreversível e o inacabável. Para a artista que trata a fotografia como um material de trabalho, o momento de captura importa pouco, muito mais interessante é o inacabável trabalho possível a partir dos registros existentes”

Elaine Tedesco

 

Como mero apreciador e novo fã, apresento Samy Sfoggia no Brain’s Food |

“A arte existe porque a vida não basta.” Ferreira Gullar

Čo sa stalo?

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J’adore le coup des fourmis, 2012Snap 2014-05-26 at 17.03.26

It’s not part of the story, 2012Snap 2014-05-26 at 17.03.38

Die Schraube und der Bauer, 2012Snap 2014-05-26 at 17.03.50

Los maté, si señor, 2012

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Gabbia di volo, 2012

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66kg / 145lbs, 2012

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Čo je ukazovatel’ dotyku?, 2012

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É claro que você pode ver TODOS os outros trabalhos clicando AQUI.

 

 

DM

Estava com a bio quase pronta, no último ponto percebi que tudo o que eu digitei não estava sendo salvo. Nota: olhar menos para o teclado enquanto digita.