Nos vendem tudo, até nós a nós mesmos. Percebemos a cada vez menos.

“Sempre haverá mais ignorantes que sabedores, enquanto a ignorância for gratuita e a ciência dispendiosa.”

Marquês de Maricá

Num dos períodos mais negros da minha vida até então, a fim de obter mais atenção e sentir o meu inexplicável ego -e achar que conhecia o verdadeiro eu, passei a trajar roupas bem diferentes das que habitualmente usava. Imagem de homem polido, mas com certa excentricidade refletida. Calça de alfaiataria, bem engomada combinando com a camisa de linho em corte slim fit. Um misto de bossa com modernidade. Ha Ha ha!

Adoçando o assunto com ironia, confesso que comecei a perceber que de certa forma estava sendo ridículo. Talvez não (ou sim) para os olhos dos outros, mas para os meus. Decidi então me tirar proveito desse momento de vivência. Sou do tipo que gosta de testar empiricamente minhas micro-teorias.

Já parou para pensar que somos interrompidos dos nossos raciocínios com uma frequência absurda? Pode ser com anúncios publicitários, estado de espírito do ambiente externo (me perdoem os céticos) ou com parágrafos desconexos nos textos da Internet. A premissa do content marketing é fazer você comprar um produto, serviço ou até mesmo uma ideia de forma que não interrompa a sua concentrada navegação. O anúncio, está atrelado ao conteúdo do texto. Bom, ao menos é nesse caminho que estamos evoluindo. O alerta é: Preste atenção no conteúdo que lê, pois é previsível que você pense que está lendo algo informativo, mas na verdade o conteúdo relevante mesmo, pode corresponder a apenas uma pequena parte do todo, o resto é COMPRE! 

Voltando às eras remotas dessa porção, bradei: “Vou passar a vir de chinelos durante uma semana!”.

Chinelos + roupas super simples na universidade particular. Percebi então como a imagem é supervalorizada. -Pequenas lições de comportamento que guardarei comigoO que havia começado como um teste de uma semana, tornou-se um exercício de auto conhecimento em que aprendi a me analisar por outros ângulos. Algumas novas percepções foram surgindo desde então. Do falso glamour, à neutra humildade, passei a ouvir mais e isso me fez conhecer perspectivas inimaginadas antes. Notei que o mundo ao meu redor estava se armando, enquanto eu me forçava para voltar a viver na ilusão. Não sei se o que vislumbro no atual momento é utópico, e é justamente por isso que não pretendo parar.

Assim vou encerrando, em meio a auto-sátiras com verdade e acuidade nas (ainda) pequenas doses não tão subjetivas de reflexão. Existe uma chave que aos poucos nos será elucidada e irá aos nossos encarcerados olhos desbarrar. É necessária a mútua visão. A ciência de si, de nós, de mim, não deve cessar.

 

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Conteúdo nutritivo para cérebros famintos.

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DM

Estava com a bio quase pronta, no último ponto percebi que tudo o que eu digitei não estava sendo salvo. Nota: olhar menos para o teclado enquanto digita.