Não adianta, esse tempo não volta mais…Sobre infância.

Cheguei em casa com as roupas INTEIRAMENTE sujas de lama. Tinha uns 10 anos de idade e me lembro de ter percebido que estava com a camiseta que havia ganho de presente há menos de uma semana! Não duvido que era a primeira vez que a estava usando. Temi os olhos de minha mãe…

Cresci em Campina Grande do Sul, na região metropolitana de Curitiba, lá permaneci até os 18 anos de minha, até então, duvidosa existência. Podemos considerar que naquela época a cidade com pouco mais de 30 mil habitantes, tinha apenas algumas ruas asfaltadas e o saneamento básico não havia chegado em muitos bairros.

Tenho inúmeras histórias para contar sobre esse tempo, aos poucos eu sirvo para vocês.

Uma criança de classe baixa tinha as ruas da periferia e os matagais como playground. Lembro me das brincadeiras que reuniam 20, 30 crianças pelo bairro. O cascalho da rua ralava os joelhos na queda das fugas na “mãe-pega” e ainda me arrepia lembrar a dor de pisar nos pregos nas tábuas dos restos das construções. Tudo para encontrar o melhor esconderijo e salvar todos no fim.

Uma das melhores coisas de ser adulto é ter memórias que façam você perceber que foi uma criança feliz. Cada uma com seu mundo, ao seu jeito. Mas que tenha sido feliz.

 

Na porção de hoje trazemos as fotografias de Felícia Simion de 21 anos, com The Playground. A fotógrafa acompanhou seu primo Félix (5), por dois anos retratando sua infância no pequeno vilarejo em que vive.

São fotos em P&B que vão te trazer um pouco de nostalgia.feliciasimion-1 feliciasimion-2 feliciasimion-3 feliciasimion-6 feliciasimion-7 feliciasimion-8 feliciasimion-9 feliciasimion-10 feliciasimion-11

…por algum tipo de milagre, não apanhei naquele dia. 0/

 

 

DM

Estava com a bio quase pronta, no último ponto percebi que tudo o que eu digitei não estava sendo salvo. Nota: olhar menos para o teclado enquanto digita.